segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Eu me vejo entre dois gatos pretos, sob o céu de uma lua minguante em janeiro...
2:51 h da manhã... um café frio e um cigarro desesperado pelo trago da calma.
Nao... não era primeira vez.
Um silêncio que me ativa o pensamento pra mim.... sem solução.
Pedindo aos céus uma resposta para uma vida repensada tantas vezes é errada tantas
Vezes mais...
Não é ninguém, sou eu mesma e meus pensamentos... indo longe e dentro de mim....
Num choro do zero, guardado para dentro.
Conversando com estranhos tentando achar solução para a própria vida esperando o pior...
Esperando o fim.
A morte pra mim veio cedo e aos pedaços... matando minhas expectativas e me surpreendendo com o descontrole: aquele que me deixa quieta e feliz por segundos e me faz chorar por anos.
Da vida levo isso. Surpresas como este texto mais uma vez sincero e despedido.
A prece é que acabe o desespero com a lua e que a calma venha ao amanhecer.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

tudo muito acabado por aqui.
acabado mesmo, do fim sem raspas.
dançava ontem no jardim despreocupada...
hoje lambendo o fundo do poço.
tudo acabado por aqui...
ainda sem depois ou reconhecimento de gratidão pela lição.
o choro, o chão... de novo? nada... repetindo o ciclo do miserável sofrimento
da lição reaprendida e esquecida.
tudo acabado por aqui...
tentando olhar e ver beleza
tentando, chorando...
doendo.
tudo acabado por aqui...
uma grande bagunça acabada.
a dor no peito o deságuar do choro intermitente e louco.
tudo acabado por aqui...
tudo acabado esperando o fim.
eu não posso decidir não sentir mais.
eu não tenho opção... senão me reerguer... mas eu não quero mais.
não quero.