quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mesmo pra mim... pasma de vida
corrida diária... feridas cicatrizadas
ficou difícil.
Engolir o dissabor do infortúnio...
passar e repassar a lição...
ficou difícil tomar fôlego.
Porque as coisas estão acontecendo...
enquanto estou escrevendo...
enquanto fecho meu livro...
enquanto conto o conto.
enquanto ponto...
a verdade é que esta dolência larga, pesada,
carregada, enquanto palavra... enquanto faca...
entra forte, abre espaço, vai embora como prece...
não esquece... fortalece, e convida todas as coisas boas
de todos os espaços possíveis para entrar...
pois agora elas cabem.

by bea

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Eu ouvi a música que você me mandou até parar de chorar.
onde está a porta por onde entrei?
os sinais de resposta... as pistas?
onde foram parar as palavras em frases onde o ponto final é o olhar?
dói saber que você não existe... que era a desilusão disfarçada de amor eterno.
porque no borrar de todas as brigas é o choro de amor que enterra palavras
fortes e pesadas... é amor.
dói porque vou ter que me curar de você, e me alivia somente o fato de estar viva.
Viva pra saber que passarei novamente por tudo e que enfim você de verdade
está em outro olhar, do contrário minha procura cessaria aqui... no meio dessa
porta trancada, deste chão frio... dessas lágrimas que só ardem e findam. "
bea

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Graça
É apagado para mim o sentimento de gratidão.
não existe em forma ou grandes distâncias.
não tem cor ou limites, nem luz nem pontos.
não sei onde está ou onde buscar.
não sei quem tem ou vejo a data marcada da hora que tenho.
eu simplesmente não sei explicar...
sendo simples eu sinto, e sinto sempre!
by bea
"...Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá..."

(Carlos Drummond de Andrade)